No Departamento de Estado, em Washington, o Secretário de Estado Marco Rubio abriu uma cúpula ministerial com delegações de mais de 60 países para tratar do que a administração Trump chama de "ressurgência do terrorismo político de esquerda". Não foi um depoimento no Senado, e sim um discurso de abertura — o que ampliou a repercussão internacional.
Em 16 de julho de 2026, Marco Rubio abriu no Departamento de Estado um encontro ministerial internacional batizado de "Ressurgência do Terrorismo Político", reunindo representantes de mais de 60 países — 67 no total.
O objetivo declarado foi coordenar uma resposta global à violência política que o governo Trump atribui à extrema-esquerda. Por reunir dezenas de nações em torno de uma nova frente de contraterrorismo, o discurso teve grande repercussão internacional, colocando — nas palavras da imprensa — "o mundo inteiro em alerta".
Ao lado de Rubio, participaram nomes de peso do primeiro escalão da Casa Branca:
O eixo da fala foi que a doutrina antiterror ocidental ignorou, por tempo demais, a violência vinda da esquerda política.
Rubio afirmou que, por foco quase exclusivo no terror islâmico radical na última década, o Ocidente desenvolveu um "ponto cego" diante do extremismo de esquerda — algo que, segundo ele, "não pode mais ser negado".
"Por tempo demais, nossa doutrina de contraterrorismo teve um ponto cego. Um ponto cego quanto à violência extremista vinda da esquerda política." — Marco Rubio, Secretário de Estado dos EUA
"Isto é real, está piorando, e não pode mais ser negado. É hora de esmagar esse mal para sempre. É hora de o mundo civilizado se defender." Rubio classificou o radicalismo de esquerda como "um ressentimento venenoso disfarçado na linguagem da igualdade e da justiça". — Marco Rubio
Segundo o Secretário, atentados e tramas atribuídos à extrema-esquerda nos Estados Unidos teriam atingido níveis não vistos em décadas.
Rubio e os demais integrantes do governo ancoraram o discurso em ataques domésticos de grande repercussão.
O assassinato do ativista conservador foi apresentado como um dos marcos da escalada de violência política contra a direita.
A morte do CEO da UnitedHealthcare foi citada como exemplo de violência motivada por ressentimento ideológico.
As tentativas frustradas de assassinato contra o presidente também foram invocadas para sustentar a urgência da nova frente.
Referência às quatro organizações designadas como terroristas em novembro de 2025 — entre elas a Antifa Ost e a FAI/FRI —, com novas designações a caminho.
Além da retórica, o encontro veio acompanhado de ações práticas de política externa e de segurança.
Rubio conclamou os países presentes a compartilhar inteligência e a coordenar ação policial conjunta contra as redes que classifica como terroristas — o cerne da proposta de transformar o combate à extrema-esquerda numa frente global de contraterrorismo.
O encontro dá sequência a uma ofensiva da Casa Branca contra grupos de esquerda que a administração considera ameaça à segurança nacional. A base jurídica invocada é o Memorando Presidencial de Segurança Nacional nº 7, assinado por Trump, que determinou que agências de aplicação da lei investiguem e desarticulem organizações ligadas ao "antifascismo".
Com a cúpula, o governo tenta internacionalizar essa política, convidando dezenas de países a adotarem a mesma leitura e a cooperarem no rastreamento de financiamento e no controle de fronteiras.
Ex-autoridades ouvidas pela imprensa afirmaram que a ameaça atribuída à "extrema-esquerda" não se compara, em escala, à representada por grupos como o ISIS ou pela extrema-direita. Para esses críticos, a estratégia amplifica o risco e serve para mirar opositores políticos do presidente Trump.
Rubio rebateu diretamente. Classificou as críticas como "ficção partidária" e disse que é justamente esse "preconceito ideológico" que teria criado o "ponto cego" do contraterrorismo global — devolvendo a acusação de viés a quem a fazia.