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Europeus cristãos escravizados por corsários berberes entre 1500–1800
(Robert Davis, "Christian Slaves, Muslim Masters")
300
Anos de ataques contínuos às costas da Europa — Espanha, Portugal, Itália, França, Inglaterra e Irlanda
1627
Corsários alcançam a Islândia — e levam 400 habitantes para serem escravizados no Norte da África
1453
Queda de Constantinopla
O Sultão Mehmed II toma a capital do Império Romano do Oriente após 53 dias de cerco. A cristandade perde seu bastião no Oriente. O caminho para a Europa Central se abre.
1529
Primeiro Cerco de Viena
Suleiman, o Magnífico, avança com 120.000 homens. O inverno precoce e as linhas de suprimento esgotadas forçam a retirada. Viena sobrevive — por pouco.
1571
Batalha de Lepanto
Primeira grande vitória naval cristã sobre os otomanos. A Santa Liga — Espanha, Veneza, papado — afunda a frota otomana. Cervantes perde o uso da mão esquerda nessa batalha. O avanço naval otomano é contido.
1600–1780
Pirataria Berbere no auge
Corsários de Argel, Tunis, Trípoli e Salé dominam o Mediterrâneo e o Atlântico Norte. Cristãos capturados são vendidos em mercados de escravos. Resgates financeiros eram a única saída para as famílias abastadas. Os pobres nunca voltavam.
1683
Segundo Cerco de Viena — o momento decisivo
Kara Mustafa Pasha lidera 140.000 homens. Viena resiste por dois meses. Em 12 de setembro, Jan III Sobieski da Polônia lidera a maior carga de cavalaria da história. Os hússaros alados destroçam o flanco otomano. O cerco é levantado. O avanço otomano na Europa termina para sempre.
Kara Mustafa Pasha
c. 1634 – 1683
Grande Vizir do Império Otomano e comandante do cerco de Viena. Após a derrota, foi executado a mando do sultão. Seu crânio foi preservado como troféu em Viena — onde permanece até hoje.
Barbarossa (Hayreddin Pasha)
c. 1478 – 1546
Almirante otomano e corsário berbere que transformou o Norte da África em base para o escravismo europeu. Seu nome tornou-se sinônimo de terror no Mediterrâneo.
Império Otomano em 1699 — após o Tratado de Carlowitz, que se seguiu à derrota no cerco de Viena. A Europa Central havia sido salva fazia apenas dezesseis anos.
Jan III Sobieski
1629 – 1696 · Rei da Polônia
Comandou o exército da Liga Santa. Após a vitória, enviou ao Papa uma carta com três palavras em latim: "Veni, vidi, Deus vicit". Considerado o salvador da Europa cristã. O Papa João Paulo II — polonês — visitaria o campo de batalha séculos depois em peregrinação.
"Veni, vidi, Deus vicit."
Vim, vi, Deus venceu.
Jan III Sobieski — carta ao Papa Inocêncio XI, setembro de 1683
Às 17h do dia 12 de setembro de 1683, Sobieski ordenou a carga. Dezoito mil cavaleiros — os Hússaros Alados na vanguarda — desceram as colinas de Kahlenberg num galope que fez a terra tremer. Em três horas, o maior exército que jamais sitiou Viena estava em fuga total.
Kara Mustafa abandonou a tenda, o tesouro, os estandartes. Seria executado a mando do próprio sultão meses depois, em Belgrado. O cerco havia durado 61 dias. O Império Otomano nunca mais ameaçaria o coração da Europa.
18.000
Cavaleiros na carga — a maior de cavalaria da história registrada, liderada pelos Hússaros Alados poloneses
6 m
Comprimento da lança kopia — oca por dentro, quebrava no impacto; o hússaro sacava então a espada koncerz
61
Dias de cerco resistidos por 15.000 defensores vienenses até a chegada da cavalaria polonesa
Galeria — A Husaria em Imagens
Fontes: historiamilitaremdebate.com.br · Wikimedia Commons