4.340 páginas. 212 indiciados. R$ 6,3 bilhões desviados. Ministros, senadores, o filho do presidente e uma rede criminosa que saqueou milhões de idosos.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito foi criada para investigar o maior esquema de fraude contra aposentados e pensionistas da história do Brasil. O relatório final, com 4.340 páginas, foi apresentado em 27 de março de 2026 pelo relator, Deputado Alfredo Gaspar.
Organizações criminosas descontavam dinheiro dos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS sem que essas pessoas soubessem ou autorizassem. Faziam isso de duas formas:
1. Descontos Associativos Fraudulentos: Entidades (sindicatos e associações) firmavam acordos com o INSS para descontar "mensalidades" dos aposentados. O problema: milhões de aposentados nunca se filiaram a essas entidades. As assinaturas eram falsas, os cadastros eram inventados. O aposentado recebia menos no final do mês e não entendia o porquê.
2. Empréstimos Consignados Fraudulentos: Bancos e fintechs contratavam empréstimos em nome de aposentados sem o consentimento deles. O idoso descobria ao ver parcelas descontadas de algo que nunca pediu.
O esquema foi construído de dentro para fora: servidores do INSS, diretores, ministros e parlamentares fizeram parte da rede, ora facilitando, ora protegendo, ora recebendo propinas milionárias. A fraude não nasceu no escuro — cresceu à luz do dia, dentro dos sistemas do INSS, com a cumplicidade ativa ou omissão conveniente de quem ocupava exatamente os cargos destinados a impedi-la.
"Reveste o pecado de ouro, e a poderosa lança da justiça se quebra inofensiva. Envolve-o em trapos, e a palha de um pigmeu o atravessa." William Shakespeare, Rei Lear — Citação de abertura do Relatório
Uma engrenagem criminosa sofisticada que envolvia entidades de fachada, servidores corrompidos, políticos e operadores financeiros.
Sindicatos e associações sem estrutura real, muitas vezes com apenas 3 filiados, conseguiam Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o INSS. Esses acordos davam acesso direto a folha de pagamento de milhões de aposentados.
Listas com centenas de milhares de CPFs eram inseridas nos sistemas do INSS. Os aposentados nunca souberam que foram "filiados". As assinaturas nos termos de autorização eram falsas.
Uma vez a lista inserida no sistema, o desconto saía automaticamente do benefício. O aposentado, muitas vezes idoso de baixa renda em área rural, recebia menos sem entender por que.
Parte do dinheiro roubado ia para servidores do INSS, diretores, parlamentares e ministros. As propinas chegavam via empresas de fachada, consultorias fictícias e até aeronaves. Havia uma planilha de propinas semelhante à da Odebrecht.
A CGU (Controladoria-Geral da União) entrevistou aposentados e constatou que a esmagadora maioria não havia autorizado os descontos. Mesmo assim, os alertas formais foram ignorados pela cúpula do INSS e pelo Ministério da Previdência.
Quem são as pessoas que fizeram essa fraude bilionária funcionar.
O homem que distribuía propinas para toda a rede. Recebia dinheiro das entidades fraudulentas e pagava servidores, diretores, parlamentares e até familiares de políticos. Tinha frota de 8 carros de luxo, casa de R$ 3,3 milhões no Lago Sul (Brasília) comprada a vista, empresa nas Ilhas Virgens Britânicas. Pessoas ligadas a ele receberam R$ 53,5 milhões. Viajava de primeira classe com o filho do presidente (Lulinha) para Lisboa e Madri.
Indicado por Carlos Lupi. Recebia "mesada" de R$ 250 mil mensais do esquema criminoso, segundo a PF. Quando foi afastado judicialmente, Lupi se recusou a exonerá-lo — o próprio Presidente Lula precisou assinar a exoneração pessoalmente.
Indicado pelo senador Weverton Rocha, com aval de Carlos Lupi. Habilitou 14 entidades que descontaram R$ 1,6 bilhão de aposentados. Seu filho Eric Fidélis recebeu mais de R$ 17,2 milhões de diferentes organizações criminosas.
Recebeu R$ 11,9 milhoes no período investigado, dos quais R$ 7,5 milhões diretamente do Careca do INSS. Era a pessoa que deveria fiscalizar juridicamente os acordos — mas estava no bolso da quadrilha.
O "contador" da fraude. Mantinha planilhas de propina com codinomes de todos os agentes públicos que recebiam — comparadas pela imprensa às planilhas da Odebrecht na Lava Jato.
Comandava a maior rede de lavagem de dinheiro e evasão de divisas do esquema. A ARPAR movimentou quase R$ 39,5 bilhoes em transações rastreadas, usando fintechs, criptoativos, offshores e dezenas de empresas de fachada.
A CPMI concluiu: sem a cobertura ministerial, as fraudes não teriam alcançado mais de R$ 6,3 bilhões. Quatro modalidades de conduta ministerial foram identificadas.
O ministro que estava no comando durante o auge do esquema. Assinou a Portaria 242/2023 que centralizou nomeações (instalando aliados comprometidos). Indicou Stefanutto (preso, mesada de R$ 250 mil), Fidelis (preso, R$ 3,4 mi em propinas), Adroaldo Portal (preso). Recusou-se a exonerar Stefanutto após afastamento judicial — Lula precisou assinar pessoalmente. Condecorou o SINDNAPI com medalha de mérito enquanto a entidade estava sob investigação. Amigo pessoal de Tonia Galleti, cuja família recebeu R$ 8,2 mi do sindicato. Presidiu sessão do CNPS onde alertas de fraude foram apresentados e ignorados.
Indiciamento: Prevaricação, condescendência criminosa, omissão imprópria, crime de responsabilidade + investigação por organização criminosa.
13 dias após a posse de Lula, em 12/01/2023, reuniu-se na sede do Ministério com o Careca do INSS e 3 ex-dirigentes do INSS depois presos pela PF. A reunião foi revelada por foto que o próprio Wolney publicou no Instagram. Os dirigentes presentes receberam, somados, mais de R$ 18 milhões em propinas nos meses seguintes. Indicado por Lupi, colega de partido (PDT).
Caso único na história: ocupou os 3 cargos mais importantes do INSS em sequência. Codinome nas planilhas de propina: "Sao Paulo Yasser". Liberou R$ 15,3 milhões para a CONAFER sem exigir documentos. Assinou ACT com a AMBEC — entidade que tinha apenas 3 associados e descontou R$ 231 milhoes. Encerrou investigações internas contra entidades fraudulentas. Indicado por Onyx Lorenzoni.
Indicou José Carlos Oliveira para a Diretoria de Beneficios, Presidencia do INSS e depois o Ministerio. Sob sua gestão, o esquema se expandiu com proteção institucional.
A CPMI concluiu que o esquema não escolheu partido. Ministros de diferentes governos (Bolsonaro e Lula) foram indiciados. A fraude sobreviveu a mudanças de governo porque seus sustentáculos políticos souberam se renovar: onde um indicado caia, outro era posicionado.
A investigação identificou 4 modalidades de envolvimento parlamentar: indicações políticas, intermediação institucional, recebimento de propinas e obstrução das investigações.
Descrito pela PF como "liderança e sustentáculo" do Careca do INSS. Indicou André Fidélis (preso) para a Diretoria de Beneficios. Seu ex-assessor Adroaldo Portal (preso) virou Secretário-Executivo. Planilha apreendida com titulo "Grupo Senador Weverton". Compartilhava jatinho (Beech F90, R$ 2,8 mi) comprado pelo Careca do INSS via suplente do senador. Propinas de R$ 14 milhões rastreadas para seu entorno. A Advocacia do Senado bloqueou a lista de visitantes do gabinete.
Posicionado pela PF dentro da estrutura da organização criminosa da CONAFER. Recebeu R$ 14,1 milhões em propinas rastreadas. Acompanhou representantes de entidades fraudulentas em reuniões no INSS.
Filho do ex-presidente José Sarney, indiciado pela CPMI no âmbito das fraudes.
O filho do Presidente da República aparece no epicentro do escândalo, com viagens de primeira classe, mesada de R$ 300 mil e a proteção do STF que impediu o aprofundamento das investigacoes.
Codinome nas comunicações da quadrilha: "Ronaldinho"
A PF documentou pelo menos 3 viagens internacionais coordenadas entre Lulinha, o Careca do INSS e a lobista Roberta Luchsinger, todas em primeira classe:
| Destino | Periodo | Quem foi |
|---|---|---|
| Lisboa | 13-18/jun/2024 | Lulinha + Roberta + Careca |
| Madri | 13-20/set/2024 | Lulinha + Roberta + Careca |
| Lisboa | 08-14/nov/2024 | Lulinha + Careca (passagens compradas com 4 min de diferença) |
Ex-funcionário do Careca (Edson Claro) declarou à PF que Antonio Camilo:
Neta do ex-banqueiro suíço Peter Paul Arnold Luchsinger. Prometeu doação de R$ 500 mil a Lula durante a Lava Jato. Recebeu R$ 1,5 milhão do Careca do INSS. Uma das transferências, o Careca explicou que o dinheiro era para "o filho do rapaz" — referência que a PF interpreta como Lulinha. Os tres tentavam montar negócio de cannabis medicinal em Portugal.
Quando a CPMI aprovou os requerimentos de quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha (26/02/2026), o Ministro Flavio Dino (STF) anulou TODOS os afastamentos aprovados naquela sessão (decisão de 05/03/2026). O relatório afirma que isso "obstaculizou o avanço da investigação e a identificação dos milhões de reais que transitaram nas contas do filho do Presidente".
Além dos descontos associativos, a CPMI investigou fraudes em emprestimos consignados contratados sem autorização dos aposentados.
O Banco Master aparece conectado a 3 operações policiais simultâneas: Operação Compliance Zero (do próprio banco), Operação Sem Desconto (INSS) e Operação Coffee-Break. A ARPAR, maior rede de lavagem de dinheiro do esquema, tinha conexões diretas com operações envolvendo o Banco Master.
A maior rede de lavagem de dinheiro e evasão de divisas conectada ao esquema do INSS.
A Rede ARPAR, comandada por Rodrigo Moraes, usava uma teia de dezenas de empresas de fachada para lavar o dinheiro roubado dos aposentados. Os mecanismos incluíam:
ARPAR Administração
DINAR Participações
HBR Capital
Recovery Black Intermediações
Spyder Intermediação
Supaluh Transportes
Stallone Transportes
WR Comércio de Embreagens
Gepeto Duo Agrícola
Nogueira S.A. Com. de Vestuários
NickelPay
BancInvest
Os valores encontrados pela CPMI e a Polícia Federal.
| Entidade | Valor Descontado |
|---|---|
| CONTAG | R$ 3,87 bilhões |
| CONAFER | R$ 806,9 milhões |
| SINDNAPI | R$ 599,5 milhões |
| AMBEC | R$ 499,7 milhões |
| COBAP | R$ 478,7 milhões |
| ABCB (ex-AMAR BRASIL) | R$ 324,6 milhões |
| AAPEN (ABSP) | R$ 280,5 milhões |
| UNASPUB | R$ 267,2 milhões |
| AAPS UNIVERSO | R$ 255,1 milhões |
| CAAP | R$ 251,4 milhões |
| MASTERPREV | R$ 231,7 milhões |
| APDAP PREV | R$ 223,6 milhões |
| CBPA | R$ 221,1 milhões |
| CEBAP | R$ 197,6 milhões |
| AAPB | R$ 190,8 milhões |
| UNIBAP (ex-UNIBRASIL) | R$ 187,2 milhões |
| UNSBRAS | R$ 149,1 milhões |
| ANAPPS/ABRAPPS | R$ 137,7 milhões |
| AP BRASIL | R$ 136,7 milhões |
| ABAPEN | R$ 100 milhões |
| Quem recebeu | Cargo | Valor |
|---|---|---|
| Eric Fidélis (filho de André) | Operador/Advogado | R$ 17,2 mi |
| Sen. Weverton Rocha (entorno) | Senador (PDT-MA) | R$ 14+ mi |
| Dep. Euclydes Pettersen | Deputado (Rep-MG) | R$ 14,1 mi |
| Virgilio Oliveira Filho | Procurador-Geral INSS | R$ 11,9 mi |
| André Fidélis (operadores) | Diretor Beneficios INSS | R$ 8,8 mi |
| Stefanutto | Presidente INSS | R$ 250 mil/mes |
| Alexandre Guimaraes | Diretor Governança INSS | R$ 313 mil |
| "Lulinha" (alegado) | Filho do Presidente | R$ 300 mil/mes |
A CPMI indiciou 212 pessoas: ao menos 202 por descontos associativos (seção 10.2) e mais por empréstimos consignados (seção 10.3). Aqui estão todos os nomes.
1. Abraão Lincoln Ferreira da Cruz
2. Adeilson Silveira Hora
3. Adelino Rodrigues Júnior
4. Ademir Fratric Bacic
5. Adroaldo da Cunha Portal
6. Alan do Nascimento Santos
7. Aldo Luiz Ferreira
8. Aleano de Souza Guardachoni
9. Alessandro Antonio Stefanutto
10. Alexandre Caetano dos Reis
11. Alexandre Eduardo Ferreira Lopes
12. Alexandre Guimarães
13. Alexandre Moreira da Silva
14. Alexsandro Prado Santos
15. Américo Monte
16. Américo Monte Júnior
17. Anderson Cordeiro de Vasconcelos
18. Anderson Ladeira Viana
19. Anderson Pomini
20. André Luís Alves Guimarães
21. André Luiz Martins Dias
22. André Paulo Félix Fidelis
23. Andrei Jose Braga Mendes
24. Anne Carolline Willians Vieira Rodrigues
25. Antenor de Sousa Neto
26. Antônio Araújo da Gama
27. Antônio Carlos Camilo Antunes
28. Antônio Lúcio Caetano Margarido
29. Aristides Veras dos Santos
30. Brenda Aguiar Soares
31. Bruna Braz de Souza Santos
32. Carlos Afonso Galleti Júnior
33. Carlos Alexandre Alvarenga
34. Carlos Henrique da Rocha Gonçalves
35. Carlos Roberto Lupi (Ex-Ministro)
36. Carlos Roberto Ferreira Lopes
37. Cecília Montalvão Simões
38. Cecília Rodrigues Mota
39. Cecílio Barbosa Cintra Galvao
40. Celso Steremberg
41. Charles Goes Freitas
42. Cicero Vasconcelos
43. Cicero Marcelino de Souza Santos
44. Cleber Oliveira Medeiros
45. Cristiana Alcântara Alves Zago
46. Daniel Dirani
47. Daniel Gerber
48. Daniel Simas
49. Daniel Orsini de Azevedo
50. Danielle Miranda Fonteles
51. Danilo Berndt Trento
52. Daugliesi Giacomasi Souza
53. Davi de Vasconcelos
54. Dennys Bergkamp P. de Sousa Alves
55. Diego Luiz Nobre Barros
56. Dogival José dos Santos
57. Domingos Savio de Castro
58. Durval Natário Tosta IV
59. Eduardo Silva Portal
60. Edson Akio Yamada
61. Edson Cunha de Araújo
62. Eduardo Freire Delmont
63. Elano Gil Carvalho Xavier
64. Emanuel Pinheiro da Silva
65. Eric Douglas Martins Fidelis
66. Euclydes Marcos Pettersen Neto
67. Fábio Luís Lula da Silva
68. Felipe Macedo Gomes
69. Felipe Vasconcelos Pereira
70. Fernando Pereira dos Santos
71. Fernando dos Santos A. Cavalcanti
72. Francisco Roumes R. de Aguiar
73. Francisco Wesley N. dos Santos
74. Giovani B. Fassarella Spiecker
75. Giovanini Cardoso
76. Gilmar Stelo
77. Glauco Andre Fonseca Wamburg
78. Glauco Daniel Ribas Santos
79. Guilherme G. Pinheiro Serrano
80. Gustavo Marques Gaspar
81. Gutemberg Tito de Sousa
82. Hamilton Souza
83. Haran Santhiago Girao Sampaio
84. Heitor Souza Cunha
85. Hélio Marcelino Loreno
86. Helionay Rodrigues de Sousa
87. Herbert Kristensson Menocchi
88. Higor Dalle Vedove Lourenço
89. Igor Dias Delecrode
90. Igor Oliveira Freitas
91. Ina Maria Lima da Silva
92. Ingrid Ambrozio Camilo
93. Ingrid Pikinskeni Morais Santos
94. Ivaldo Carvalho Silveira
95. Ivânio da Rocha Oliveira
96. Janete Pereira Lima
97. Jerônimo Arlindo da Silva Júnior
98. Joab Felix de Medeiros
99. Joana Gonçalves Vargas
100. João Carlos Camargo Júnior
101. João Milton Carneiro Neto
102. Jobson de Paiva Silveira Sales
103. Jonathan de Souza Almeida
104. José Arnaldo Bezerra Guimarães
105. José Branco Garcia
106. José Carlos Oliveira (Ahmed)
107. José Cordeiro de Vasconcelos
108. José Fernando Costa dos Santos
109. José Laudenor da Silva
110. José Lins de Alencar Neto
111. José Silva Miguel Júnior
112. José Sarney Filho
113. Jucimar Fonseca da Silva
114. Leandro Fagner da Fonseca Alves
115. Leonardo Cerquinho Monteiro
116. Leonardo Rolim
117. Lucas Fonseca da Silva
118. Lucineide dos Santos Oliveira
119. Luis Lima Martins
120. Marci Eustáquio Teodoro
121. Márcio Alaor de Araújo
122. Marco Aurélio Gomes Júnior
123. Marcos Brito Campos Júnior
124. Marcos dos Santos Monte
125. Marcus V. Paranhos Faleiro
126. Maria Eudenes dos Santos
127. Maria Eunice Ribas
128. Maria das Graças Ferraz
129. Maria Gorete Pereira
130. Maria Luzimar Rocha Lopes
131. Maria Paula X. Fonseca Oliveira
132. Maria do Socorro Veras dos Santos
133. Maurício Camisotti
134. Mauro Palombo Concílio
135. Micael Ferrone Alves Pereira
136. Milton Baptista de Souza Filho
137. Milton Salvador de Almeida Júnior
138. Mônica Ribeiro Santos
139. Natal Leo
140. Natal Leo Júnior
141. Natjo de Lima Pinheiro
142. Nelmar de Castro Batista
143. Nelson Wilians Fratoni Rodrigues
144. Nilton Claudio C. Belsarena
145. Nivaldo de Farias
146. Paulo Afonso Aguiar Regadas Neto
147. Paulo Augusto de Araujo Boudens
148. Paulo Otavio Montalvao Camisotti
149. Paulo Cesar Roxo Ramos
150. Paulo Gabriel Negreiros
151. Pedro Alves Correa Neto
152. Pedro Lettieri Neto
153. Pedro Lucas Felix Canuto
154. Pedro Oliveira de Queiroz
155. Philipe Roters Coutinho
156. Philippe Andre L. Szymanowski
157. Rafael Emrich Candelot
158. Raphael Maciel Snoeck
159. Rayama Belmonte Riella
160. Reinaldo Carlos B. de Almeida
161. Renan Assuncao Siqueira
162. Renata Martins Costa de Siqueira
163. Ricardo Bimbo Troccoli
164. Ricardo Vinicius Campelo de Sa
165. Roberta Moreira Luchsinger
166. Roberto Marinho Luiz da Rocha
167. Rodrigo Alves de Franca
168. Rodrigo Ortiz D'Avila Assumpcao
169. Rodrigo Moraes
170. Rogério Soares de Souza
171. Romeu Carvalho Antunes
172. Ronaldo Ribeiro Santos
173. Ronaldo de Souza Estrella
174. Rubens Oliveira Costa
175. Samuel Crisostomo do Bomfim Jr.
176. Sandra Helena Lima do Nascimento
177. Sandro Temer De Oliveira
178. Sebastião Faustino de Paula
179. Sérgio Cheque Bernardo
180. Silas Bezerra de Alencar
181. Silas da Costa Vaz
182. Silvanete de Jesus Ribeiro
183. Sílvio Roberto Machado Feitoza
184. Suelen Ribeiro dos Santos
185. Taline Nunes Campos Neves
186. Tânia Carvalho dos Santos
187. Teresa Raquel Barbosa
188. Thaisa Hoffmann Jonasson
189. Thayse Daniela S. C. do Nascimento
190. Thamiris Januario Mattos Snoeck
191. Thamyrez Maia de Oliveira Ramos
192. Thiago Henrique Paranhos Carvalho
193. Thiago Rocha Guimarães
194. Tiago Abraao Ferreira Lopes
195. Tiago Schettini Batista
196. Tônia Andrea Inocentini Galleti
197. Vanderlei Barbosa dos Santos
198. Victor Infante Aiello
199. Vinicius Faleiros Martins
200. Vinicius Ramos da Cruz
201. Virgílio Antônio R. de Oliveira Filho
202. Sen. Weverton Rocha M. de Souza
203-212. Zacarias Canuto Sobrinho + demais (seção 10.3 — emprestimos consignados)
A Polícia Federal deflagrou a operacao em 6 fases ao longo de 2025 e 2026.
Deflagração inicial. Mandados de busca e apreensao contra principais operadores. Careca do INSS preso. Stefanutto afastado judicialmente. Carlos Lupi sai do governo.
Alvos secundarios: servidores e operadores de segundo escalao.
Ampliação dos alvos. Mais entidades investigadas.
José Carlos Oliveira (Ahmed) recebe tornozeleira eletronica. Novos mandados de busca.
Senador Weverton Rocha é alvo de buscas em Brasília e Maranhão. PF pede prisão, STF nega mas autoriza buscas. Adroaldo Portal preso (prisão domiciliar).
Novas camadas de servidores alcancadas. Sandra Helena Lima do Nascimento afastada pelo STF (Min. Andre Mendonca). Organizacao demonstra "altissima capacidade de reorganização" mesmo apos fases anteriores.
A Comissao prendeu em flagrante 4 pessoas durante depoimentos:
O relatorio dedica uma secao inteira a interferência do Supremo Tribunal Federal, que, segundo a CPMI, esvaziou os poderes investigatórios da Comissão.
O relatorio foi aprovado. Mas o que muda na pratica?
Recebe o relatório com os 212 indiciamentos para decidir se oferece denúncias criminais. Pode pedir mais investigação ou iniciar ações penais.
Continua as investigacoes. A 6a fase (marco/2026) mostrou que a organização continua ativa. Novas fases sao esperadas.
Parlamentares com foro privilegiado (Weverton Rocha) so podem ser processados pelo Supremo. A decisão de Flávio Dino sobre os sigilos continua sendo contestada.
O INSS ja iniciou o ressarcimento de valores descontados indevidamente. Mas o processo e lento e milhões ainda aguardam.
A CPMI propoe alteracoes na lei para impedir que o esquema se repita: biometria obrigatória, fim dos ACTs sem validação, auditoria externa permanente.
A CPMI solicitou cooperação jurídica internacional para rastrear recursos em offshores e paraísos fiscais usados pela Rede ARPAR.
"Esta CPMI nao tem a ilusão de que o presente Relatório, por si só, desfará o ouro das vestes. Mas tem a consciência de que nomear o mecanismo e expor quem sao os homens protegidos pela armadura dourada e como ela foi forjada e o primeiro ato de qualquer justica possível. Que a lança, desta vez, não se quebre." Relatório Final da CPMI do INSS, página 3